Brasileira que mora no Líbano relata como é viver sob ataques e bombardeios O Ministério da Saúde do Líbano informou neste sábado (11) que pelo menos 2.020 pessoas morreram e 6.436 ficaram feridas em ataques israelenses desde 2 de março, quando a ofensiva começou, segundo autoridades do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra De acordo com o novo balanço divulgado pelo governo libanês, 248 mulheres, 165 crianças e 85 profissionais de saúde e equipes de emergência estão entre os mortos registrados desde o início dos bombardeios. Em meio à escalada da violência, autoridades do Líbano e de Israel fizeram o primeiro contato direto desde o início do conflito. ➡️Contexto: o Líbano tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra entre Irã, EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária. Conversas entre Líbano e Israel Segundo a presidência libanesa, os embaixadores dos dois países em Washington conversaram por telefone nesta sexta-feira (10). A ligação contou também com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Líbano. O órgão também informou que as duas partes concordaram em realizar uma primeira reunião na terça-feira (14) no Departamento de Estado dos EUA, sob mediação americana. O objetivo é discutir o anúncio de um cessar-fogo e definir a data de início das negociações. A confirmação ocorre um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Em meio às conversas por um eventual cessar-fogo, Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias, afirmou à Reuters na quinta uma autoridade israelense alto escalão. Mesmo assim, o Exército israelense disse nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", em referência à guerra contra o Hezbollah. Civis próximos a escombros após ataque israelense em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. REUTERS/Yara Nardi
Líbano diz que ataques israelenses já deixaram mais de 2 mil mortos desde março
Escrito em 11/04/2026
Brasileira que mora no Líbano relata como é viver sob ataques e bombardeios O Ministério da Saúde do Líbano informou neste sábado (11) que pelo menos 2.020 pessoas morreram e 6.436 ficaram feridas em ataques israelenses desde 2 de março, quando a ofensiva começou, segundo autoridades do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra De acordo com o novo balanço divulgado pelo governo libanês, 248 mulheres, 165 crianças e 85 profissionais de saúde e equipes de emergência estão entre os mortos registrados desde o início dos bombardeios. Em meio à escalada da violência, autoridades do Líbano e de Israel fizeram o primeiro contato direto desde o início do conflito. ➡️Contexto: o Líbano tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra entre Irã, EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária. Conversas entre Líbano e Israel Segundo a presidência libanesa, os embaixadores dos dois países em Washington conversaram por telefone nesta sexta-feira (10). A ligação contou também com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Líbano. O órgão também informou que as duas partes concordaram em realizar uma primeira reunião na terça-feira (14) no Departamento de Estado dos EUA, sob mediação americana. O objetivo é discutir o anúncio de um cessar-fogo e definir a data de início das negociações. A confirmação ocorre um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Em meio às conversas por um eventual cessar-fogo, Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias, afirmou à Reuters na quinta uma autoridade israelense alto escalão. Mesmo assim, o Exército israelense disse nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", em referência à guerra contra o Hezbollah. Civis próximos a escombros após ataque israelense em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. REUTERS/Yara Nardi
