O publicitário Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), durante cerimônia de assinatura do termo de posse, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira, 14. MATEUS MELLO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, deverá tirar férias a partir de segunda-feira (12) para dedicar-se à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A ideia é que o ministro reforce a equipe de comunicação do petista. Faltando 15 dias para o segundo turno, a decisão vem logo depois de Lula trocar o comando de sua campanha. Políticos do Nordeste assumiram a empreitada. A parte de comunicação ficou sob o comando de Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí. Sidônio tem sido alvo de críticas por focar a campanha na defesa da soberania e das terras raras, em vez de temas que impactam a rotina do eleitor. O próprio presidente Lula chegou a dizer que essa foi a campanha mais desorganizada que ele já fez. Agora, o ministro foi pressionado a tirar férias para se dedicar inteiramente à campanha e se afastar da Secom nesse período. Em 2022, Sidônio foi o marqueteiro que levou Lula ao terceiro mandato como presidente da República. Apesar de até o momento não estar formalmente na campanha, Sidônio integra uma espécie de núcleo dirigente que auxilia Lula a definir as principais estratégias na disputa eleitoral, ao lado de Edinho, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Sidônio também é sócio de Raul Rabello, marqueteiro da campanha. A troca da coordenação por petistas do Nordeste está relacionada a uma estratégia da campanha de ampliar a votação na região. Há um diagnóstico entre os petistas de que o Nordeste é a região com maior capacidade de Lula obter votos e reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL). Campanha de Lula acusa Meta de interferência e diz que acionará o TSE Outros ministros na campanha O afastamento, mesmo que temporário, de ministros e outros auxiliares do governo para participar da campanha tem sido realizado desde antes do primeiro turno. O fotógrafo Ricardo Stuckert, auxiliar de confiança de Lula, pediu demissão do governo ainda em julho para se dedicar inteiramente à campanha. Stuckert ocupou o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência e acompanha Lula há 23 anos com registros oficiais de eventos do presidente. Logo antes do primeiro turno, ministros do governo e aliados se afastaram para se dedicar à campanha. Entre eles, Boulos e José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que pediram licença temporária não remunerada. Outro que se afastou temporariamente de suas funções logo antes da votação do primeiro turno foi o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. Aliado histórico de Lula, Mercadante foi responsável por elaborar o plano de governo de Lula na campanha do petista de 2022 ao Planalto.
Ministro da Secom, Sidônio deve tirar férias para participar da campanha de Lula à Presidência
Escrito em 10/10/2026
O publicitário Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), durante cerimônia de assinatura do termo de posse, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira, 14. MATEUS MELLO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, deverá tirar férias a partir de segunda-feira (12) para dedicar-se à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A ideia é que o ministro reforce a equipe de comunicação do petista. Faltando 15 dias para o segundo turno, a decisão vem logo depois de Lula trocar o comando de sua campanha. Políticos do Nordeste assumiram a empreitada. A parte de comunicação ficou sob o comando de Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí. Sidônio tem sido alvo de críticas por focar a campanha na defesa da soberania e das terras raras, em vez de temas que impactam a rotina do eleitor. O próprio presidente Lula chegou a dizer que essa foi a campanha mais desorganizada que ele já fez. Agora, o ministro foi pressionado a tirar férias para se dedicar inteiramente à campanha e se afastar da Secom nesse período. Em 2022, Sidônio foi o marqueteiro que levou Lula ao terceiro mandato como presidente da República. Apesar de até o momento não estar formalmente na campanha, Sidônio integra uma espécie de núcleo dirigente que auxilia Lula a definir as principais estratégias na disputa eleitoral, ao lado de Edinho, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Sidônio também é sócio de Raul Rabello, marqueteiro da campanha. A troca da coordenação por petistas do Nordeste está relacionada a uma estratégia da campanha de ampliar a votação na região. Há um diagnóstico entre os petistas de que o Nordeste é a região com maior capacidade de Lula obter votos e reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL). Campanha de Lula acusa Meta de interferência e diz que acionará o TSE Outros ministros na campanha O afastamento, mesmo que temporário, de ministros e outros auxiliares do governo para participar da campanha tem sido realizado desde antes do primeiro turno. O fotógrafo Ricardo Stuckert, auxiliar de confiança de Lula, pediu demissão do governo ainda em julho para se dedicar inteiramente à campanha. Stuckert ocupou o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência e acompanha Lula há 23 anos com registros oficiais de eventos do presidente. Logo antes do primeiro turno, ministros do governo e aliados se afastaram para se dedicar à campanha. Entre eles, Boulos e José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que pediram licença temporária não remunerada. Outro que se afastou temporariamente de suas funções logo antes da votação do primeiro turno foi o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. Aliado histórico de Lula, Mercadante foi responsável por elaborar o plano de governo de Lula na campanha do petista de 2022 ao Planalto.
