Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026 BADRU KATUMBA / AFP Um paciente isolado em São Paulo com sintomas compatíveis com ebola testou negativo para o vírus, informaram as autoridades de saúde nesta segunda-feira (1º), um dia após um primeiro caso suspeito ter sido descartado no Rio de Janeiro. O Brasil intensificou as precauções após detectar dois casos suspeitos no sábado em homens procedentes de países africanos, em meio à crescente preocupação com a disseminação de um surto mortal do vírus na África central. Em São Paulo, o caso de um homem de 37 anos "foi descartado para o vírus" ebola após um teste não detectar nenhum "material genético do vírus", informou a Secretaria de Saúde do estado em nota. As autoridades confirmaram que o homem esteve na República Democrática do Congo (RDC), mas "não realizou deslocamento para áreas de risco". Agora no g1 O paciente testou positivo para meningite, com sintomas compatíveis com febre hemorrágica viral, segundo um comunicado divulgado no domingo pelo Ministério da Saúde. Ele foi hospitalizado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde chegou em "com quadro grave", com diarreia, desorientação e rápida piora clínica. No Rio de Janeiro, outro homem, procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, foi isolado. Ele apresentava sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia. Ele foi diagnosticado com malária e seu teste para ebola deu negativo, segundo as autoridades. O Ministério da Saúde afirmou que "risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo". A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional em 17 de maio, seu segundo nível mais alto de alerta, devido ao surto de uma rara cepa do ebola que afeta a RDC e sua vizinha Uganda. Mais de 1.100 casos suspeitos já foram detectados nos dois países, incluindo quase 250 que resultaram em morte, segundo a agência de saúde da União Africana. Não há vacina ou tratamento específico para a variante do vírus que causou o surto, chamada Bundibugyo. O ebola é transmitido por fluidos corporais ou exposição ao sangue de indivíduos infectados, que só se tornam contagiosos após desenvolverem sintomas. O período de incubação pode durar até três semanas. Ebola: por que a África e o mundo continuam perigosamente despreparados para a próxima pandemia Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo do ebola Ajuda global é insuficiente para conter ebola no Congo, alertam organizações Copa do Mundo: EUA, México e Canadá anunciam medidas de viagem para conter risco de contágio pelo Ebola
Autoridades descartam segundo caso suspeito de ebola no Brasil
Escrito em 01/06/2026
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026 BADRU KATUMBA / AFP Um paciente isolado em São Paulo com sintomas compatíveis com ebola testou negativo para o vírus, informaram as autoridades de saúde nesta segunda-feira (1º), um dia após um primeiro caso suspeito ter sido descartado no Rio de Janeiro. O Brasil intensificou as precauções após detectar dois casos suspeitos no sábado em homens procedentes de países africanos, em meio à crescente preocupação com a disseminação de um surto mortal do vírus na África central. Em São Paulo, o caso de um homem de 37 anos "foi descartado para o vírus" ebola após um teste não detectar nenhum "material genético do vírus", informou a Secretaria de Saúde do estado em nota. As autoridades confirmaram que o homem esteve na República Democrática do Congo (RDC), mas "não realizou deslocamento para áreas de risco". Agora no g1 O paciente testou positivo para meningite, com sintomas compatíveis com febre hemorrágica viral, segundo um comunicado divulgado no domingo pelo Ministério da Saúde. Ele foi hospitalizado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde chegou em "com quadro grave", com diarreia, desorientação e rápida piora clínica. No Rio de Janeiro, outro homem, procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, foi isolado. Ele apresentava sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia. Ele foi diagnosticado com malária e seu teste para ebola deu negativo, segundo as autoridades. O Ministério da Saúde afirmou que "risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo". A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional em 17 de maio, seu segundo nível mais alto de alerta, devido ao surto de uma rara cepa do ebola que afeta a RDC e sua vizinha Uganda. Mais de 1.100 casos suspeitos já foram detectados nos dois países, incluindo quase 250 que resultaram em morte, segundo a agência de saúde da União Africana. Não há vacina ou tratamento específico para a variante do vírus que causou o surto, chamada Bundibugyo. O ebola é transmitido por fluidos corporais ou exposição ao sangue de indivíduos infectados, que só se tornam contagiosos após desenvolverem sintomas. O período de incubação pode durar até três semanas. Ebola: por que a África e o mundo continuam perigosamente despreparados para a próxima pandemia Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo do ebola Ajuda global é insuficiente para conter ebola no Congo, alertam organizações Copa do Mundo: EUA, México e Canadá anunciam medidas de viagem para conter risco de contágio pelo Ebola
