Ex-presidente do BRB centralizou operações sob suspeita envolvendo fundos, acionistas e Banco Master, diz auditoria

Escrito em 11/03/2026


Em depoimento à CPI, fundador da Reag nega ligação com o PPC A auditoria externa contratada pela nova gestão do Banco de Brasília (BRB) para investigar as relações entre a instituição e o Banco Master identificou um papel de protagonismo do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, nas movimentações hoje sob suspeita. Segundo os investigadores, Paulo Henrique Costa – afastado do posto pela Justiça e demitido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em novembro, após a operação Compliance Zero – centralizou as operações comerciais com o Master e a busca de novos acionistas. A TV Globo teve acesso a parte do material remetido pela auditoria à Polícia Federal. Nesse trecho, consta que: "[...] foi o próprio executivo [Paulo Henrique Costa] que coordenou com pessoas físicas – acionistas individuais que haviam exercido direito de preferência e sobras nas rodadas anteriores – uma operação triangulada e com elementos suspeitos de simulação para permitir que tais fundos fizessem a aquisição das ações." Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília ➡️A venda de ações do BRB a executivos como Daniel Vorcaro (Banco Master) e João Carlos Mansur (Reag) é investigada também pela Polícia Federal em pelo menos dois inquéritos. ➡️No fim de fevereiro, o blog da Camila Bomfim mostrou que a Justiça bloqueou R$ 376,4 milhões em participações acionárias desses e de outros executivos investigados no caso. A intenção é usar esses ativos para recompor o caixa do BRB ao fim de um processo judicial, se o dano ao banco for comprovado. Os auditores contratados pela nova gestão do BRB também viram como "suspeita" a atuação direta de Paulo Henrique Costa na captação de novos acionistas. "[...] As narrativas e documentações levantadas até o momento indicam que todas as operações sob apuração foram profundamente centralizadas e capitaneadas por ele, Paulo Henrique Costa, que, conforme já relatado, concentrou não apenas a condução das operações comerciais com o Banco Master, mas também a busca, estruturação e internalização dos novos acionistas no capital social da instituição." Em nota, a defesa de Paulo Henrique Costa negou que ele tenha exercido um papel central na operação. Os advogados afirmaram que o contato do ex-executivo com acionistas era apenas um ato de um processo maior e mais complexo. Deputados distritais buscam consenso para tentar aprovar CPI para investigar a crise BRB-Master
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