Familiares e colegas de farda de major morto a tiros no Amapá pedem justiça A trajetória do major Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, morto a tiros durante uma confusão com quatro policiais penais em um bar na Zona Sul de Macapá neste domingo (27), foi marcada por diferentes caminhos antes de se consolidar na vida militar. Lotado no 1º Batalhão da PM, Anderson havia sido transferido em agosto do 12º BPM, onde construiu parte de sua carreira. Ele Ingressou na corporação em 2011 e acumulava 15 anos de serviço. Antes disso, trabalhou como frentista e garçom, mas viu na farda uma oportunidade de transformar a realidade da família. O PM deixou cinco filhos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp A morte repentina comoveu colegas de farda, que se reuniram nesta segunda-feira (28) com a família em frente ao Fórum de Macapá, durante a audiência de custódia do policial penal Uzias Palmeirim. Os outros três envolvidos foram liberados. O ato foi marcado por pedidos de justiça em memória de Anderson, que havia sido sepultado horas antes na Zona Sul de Macapá. Ato foi marcado por pedidos de justiça Mariana Ferreira/g1 O g1 tenta contato com a defesa de Uzias, mas até a última atualização não obteve resposta. Hellen Fernandes, irmã do major, contou que ele decidiu seguir os passos do pai, também militar, profissão que sempre foi motivo de orgulho para a família. “Ele era humilde, atencioso e muito ligado à família, apaixonado pelas filhas e pelos irmãos. Ficamos gratos pelas manifestações e pelo apoio dos colegas de farda, porque isso mostra que a trajetória dele é motivo de orgulho”, disse Hellen. Militares de diversos batalhões se reuniram em frente ao Fórum Mariana Ferreira/g1 Hellen, a mais velha de seis irmãos, é professora no município de Amapá. No momento da morte de Anderson, estava fora da capital e descreveu o retorno como doloroso, mas marcado pela responsabilidade de apoiar a família. Ela informou que a família já contratou um advogado para acompanhar o caso. “A vida do meu irmão não vai voltar, mas queremos justiça. Muitas pessoas não conseguem controlar seus instintos e acabam destruindo famílias, principalmente crianças, como minhas sobrinhas e sobrinhos, que agora estão sem pai”, lamentou Hellen. Na foto, mãe de Anderson aparece erguendo um cartaz pedindo justiça Mariana Ferreira/g1 LEIA MAIS: Ataque a faca deixa homem morto no Centro de Oiapoque Homem é preso com arma de numeração raspada em Santana Referência para corporação Militares do 12º Batalhão da Polícia Militar (PM) prestaram homenagem ao major Anderson Fernandes, morto a tiros em Macapá. Em sinal de respeito, a tropa bateu continência e saudou o colega com um brado forte. Militares prestam últimas homenagens a PM morto a tiros no Amapá Ao longo da carreira, Anderson conquistou respeito pela liderança e dedicação. Era descrito como íntegro e comprometido com a segurança pública. O major Levi Carvalho, que conviveu com Anderson por três anos na academia militar em Belém (PA), lembrou da espera pela promoção a major e destacou a trajetória do amigo. “Dentro da corporação, ele era muito querido. Pelos colegas, pelos superiores e principalmente pelas pessoas que comandou. Era tranquilo, procurava ser justo com todos, ser um bom policial, um bom oficial da Polícia Militar do Amapá. Fazia o trabalho com dignidade, lealdade e compromisso com a sociedade amapaense”, disse. Major estava a 15 anos na corporação Reprodução Relembre o caso Segundo testemunhas, a discussão começou no interior do bar. Imagens do circuito interno mostram o major Anderson conversando com um grupo do lado de fora. Em seguida, três homens saem do local. O policial militar joga uma garrafa contra um homem de camisa amarela e, logo depois, começam os disparos. Pedestres correm para se proteger. Baleado, o oficial cai ao lado de um carro. Outro suspeito, vestindo camisa branca e bermuda listrada, sai armado do bar e atira contra o major já caído. Na sequência, ele guarda a arma e observa à distância. Todos os suspeitos foram identificados como policiais penais e levados ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval. O oficial estava de folga no momento da ocorrência. Major da PM é morto durante confusão em bar em Macapá Reprodução Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lamentou o falecimento e informou que a Polícia Civil está apurando os fatos, que envolvem agentes de segurança de folga. Na manhã desta segunda-feira, o governo do Amapá determinou o afastamento dos policiais penais suspeitos de envolvimento na morte do major. Entre os servidores afastados está o diretor-adjunto do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen-AP). A pasta informou ainda que exigiu a apuração do caso com rigor e transparência. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
Major morto a tiros no Amapá já foi frentista, garçom e deixa 5 filhos: ‘vida do meu irmão não vai voltar’
Escrito em 29/09/2026
Familiares e colegas de farda de major morto a tiros no Amapá pedem justiça A trajetória do major Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, morto a tiros durante uma confusão com quatro policiais penais em um bar na Zona Sul de Macapá neste domingo (27), foi marcada por diferentes caminhos antes de se consolidar na vida militar. Lotado no 1º Batalhão da PM, Anderson havia sido transferido em agosto do 12º BPM, onde construiu parte de sua carreira. Ele Ingressou na corporação em 2011 e acumulava 15 anos de serviço. Antes disso, trabalhou como frentista e garçom, mas viu na farda uma oportunidade de transformar a realidade da família. O PM deixou cinco filhos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp A morte repentina comoveu colegas de farda, que se reuniram nesta segunda-feira (28) com a família em frente ao Fórum de Macapá, durante a audiência de custódia do policial penal Uzias Palmeirim. Os outros três envolvidos foram liberados. O ato foi marcado por pedidos de justiça em memória de Anderson, que havia sido sepultado horas antes na Zona Sul de Macapá. Ato foi marcado por pedidos de justiça Mariana Ferreira/g1 O g1 tenta contato com a defesa de Uzias, mas até a última atualização não obteve resposta. Hellen Fernandes, irmã do major, contou que ele decidiu seguir os passos do pai, também militar, profissão que sempre foi motivo de orgulho para a família. “Ele era humilde, atencioso e muito ligado à família, apaixonado pelas filhas e pelos irmãos. Ficamos gratos pelas manifestações e pelo apoio dos colegas de farda, porque isso mostra que a trajetória dele é motivo de orgulho”, disse Hellen. Militares de diversos batalhões se reuniram em frente ao Fórum Mariana Ferreira/g1 Hellen, a mais velha de seis irmãos, é professora no município de Amapá. No momento da morte de Anderson, estava fora da capital e descreveu o retorno como doloroso, mas marcado pela responsabilidade de apoiar a família. Ela informou que a família já contratou um advogado para acompanhar o caso. “A vida do meu irmão não vai voltar, mas queremos justiça. Muitas pessoas não conseguem controlar seus instintos e acabam destruindo famílias, principalmente crianças, como minhas sobrinhas e sobrinhos, que agora estão sem pai”, lamentou Hellen. Na foto, mãe de Anderson aparece erguendo um cartaz pedindo justiça Mariana Ferreira/g1 LEIA MAIS: Ataque a faca deixa homem morto no Centro de Oiapoque Homem é preso com arma de numeração raspada em Santana Referência para corporação Militares do 12º Batalhão da Polícia Militar (PM) prestaram homenagem ao major Anderson Fernandes, morto a tiros em Macapá. Em sinal de respeito, a tropa bateu continência e saudou o colega com um brado forte. Militares prestam últimas homenagens a PM morto a tiros no Amapá Ao longo da carreira, Anderson conquistou respeito pela liderança e dedicação. Era descrito como íntegro e comprometido com a segurança pública. O major Levi Carvalho, que conviveu com Anderson por três anos na academia militar em Belém (PA), lembrou da espera pela promoção a major e destacou a trajetória do amigo. “Dentro da corporação, ele era muito querido. Pelos colegas, pelos superiores e principalmente pelas pessoas que comandou. Era tranquilo, procurava ser justo com todos, ser um bom policial, um bom oficial da Polícia Militar do Amapá. Fazia o trabalho com dignidade, lealdade e compromisso com a sociedade amapaense”, disse. Major estava a 15 anos na corporação Reprodução Relembre o caso Segundo testemunhas, a discussão começou no interior do bar. Imagens do circuito interno mostram o major Anderson conversando com um grupo do lado de fora. Em seguida, três homens saem do local. O policial militar joga uma garrafa contra um homem de camisa amarela e, logo depois, começam os disparos. Pedestres correm para se proteger. Baleado, o oficial cai ao lado de um carro. Outro suspeito, vestindo camisa branca e bermuda listrada, sai armado do bar e atira contra o major já caído. Na sequência, ele guarda a arma e observa à distância. Todos os suspeitos foram identificados como policiais penais e levados ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval. O oficial estava de folga no momento da ocorrência. Major da PM é morto durante confusão em bar em Macapá Reprodução Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lamentou o falecimento e informou que a Polícia Civil está apurando os fatos, que envolvem agentes de segurança de folga. Na manhã desta segunda-feira, o governo do Amapá determinou o afastamento dos policiais penais suspeitos de envolvimento na morte do major. Entre os servidores afastados está o diretor-adjunto do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen-AP). A pasta informou ainda que exigiu a apuração do caso com rigor e transparência. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
