MPF cobra que Semam e Águas de Teresina limpem aguapés nos rios Poti e Parnaíba O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Águas de Teresina um diagnóstico para identificar imóveis ainda não ligados à rede de esgoto. Segundo o órgão, o objetivo é conscientizar os proprietários a se ligarem ao sistema. No entanto, caso isso não ocorra, o MPF considera adotar medidas legais para que essas ligações sejam feitas de forma compulsória. A medida ocorre devido à baixa adesão de imóveis à rede de esgoto em áreas onde o serviço já está disponível. Inicialmente, a proposta é realizar uma mobilização para divulgar incentivos, como isenção de custos para usuários da tarifa social e outros descontos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “Caso não consigamos obter os resultados esperados, adotaremos medidas legais para que essas ligações sejam feitas de forma compulsória, considerando que tal conduta caracteriza infração ambiental”, declarou o procurador da República Kelston Lages. O tema foi discutido em reunião na segunda-feira (25) com representantes da Águas de Teresina, da empresa responsável pela limpeza dos rios e de órgãos municipais. O encontro tratou do monitoramento das ações de limpeza e saneamento nos rios Poti e Parnaíba, em Teresina. A reunião ocorre no contexto de um acordo judicial firmado em 2013, resultado de uma ação ajuizada em 2003 pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que também fiscalizam o cumprimento das medidas. 'Participação da população é fundamental para reduzir a poluição' Esgoto a céu aberto em Teresina g1 O procurador afirmou que o Ministério Público atua há mais de duas décadas para ampliar o saneamento básico. Segundo ele, a cobertura da rede de esgoto em Teresina passou de 17%, entre 2000 e 2010, para 59% em 2026, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, Kelston Lages destacou que a participação da população é fundamental para reduzir a poluição dos rios. “O nosso objetivo com essa campanha educativa é sensibilizar os usuários a fazerem as ligações voluntariamente”, afirmou. Entre os próximos passos estão ações permanentes de fiscalização no Rio Parnaíba para identificar imóveis sem ligação à rede de esgoto. Também foram propostas campanhas para conscientizar a população sobre os impactos da falta de ligação ao esgoto e reforçar que a conexão é obrigatória. Acúmulo de lixo e proliferação de aguapés Rio Poti em Teresina Reprodução/TV Clube Além da baixa adesão de moradores à rede de esgoto, o MPF aponta como principais problemas o acúmulo de lixo, garrafas PET, sacolas plásticas e troncos nas margens do Rio Parnaíba. No Rio Poti, há proliferação de aguapés. Na reunião, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte (SDU Norte) apresentou fotos e vídeos de serviços feitos entre 1º e 22 de maio. As ações incluíram limpeza em áreas próximas a pontes, como a que liga os bairros Caminho e Aroeira, com apoio de equipes terceirizadas e embarcações. Apesar das ações, o procurador da República Kelston Pinheiro Lages e a promotora de Justiça Carmelina Maria Mendes de Moura, do MPPI defenderam que os serviços deixem de ser pontuais e passem a ocorrer de forma contínua. Segundo eles, a manutenção contínua é necessária para preservar os rios e evitar danos às pontes. Participaram da reunião representantes da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete), da Procuradoria-Geral do Município (PGM), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), da SDU Norte, da Águas de Teresina e da empresa D&J Serviços. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Esgoto em Teresina: MPF quer identificar imóveis sem ligação à rede e alerta para ligações compulsórias
Escrito em 31/05/2026
MPF cobra que Semam e Águas de Teresina limpem aguapés nos rios Poti e Parnaíba O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Águas de Teresina um diagnóstico para identificar imóveis ainda não ligados à rede de esgoto. Segundo o órgão, o objetivo é conscientizar os proprietários a se ligarem ao sistema. No entanto, caso isso não ocorra, o MPF considera adotar medidas legais para que essas ligações sejam feitas de forma compulsória. A medida ocorre devido à baixa adesão de imóveis à rede de esgoto em áreas onde o serviço já está disponível. Inicialmente, a proposta é realizar uma mobilização para divulgar incentivos, como isenção de custos para usuários da tarifa social e outros descontos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “Caso não consigamos obter os resultados esperados, adotaremos medidas legais para que essas ligações sejam feitas de forma compulsória, considerando que tal conduta caracteriza infração ambiental”, declarou o procurador da República Kelston Lages. O tema foi discutido em reunião na segunda-feira (25) com representantes da Águas de Teresina, da empresa responsável pela limpeza dos rios e de órgãos municipais. O encontro tratou do monitoramento das ações de limpeza e saneamento nos rios Poti e Parnaíba, em Teresina. A reunião ocorre no contexto de um acordo judicial firmado em 2013, resultado de uma ação ajuizada em 2003 pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que também fiscalizam o cumprimento das medidas. 'Participação da população é fundamental para reduzir a poluição' Esgoto a céu aberto em Teresina g1 O procurador afirmou que o Ministério Público atua há mais de duas décadas para ampliar o saneamento básico. Segundo ele, a cobertura da rede de esgoto em Teresina passou de 17%, entre 2000 e 2010, para 59% em 2026, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, Kelston Lages destacou que a participação da população é fundamental para reduzir a poluição dos rios. “O nosso objetivo com essa campanha educativa é sensibilizar os usuários a fazerem as ligações voluntariamente”, afirmou. Entre os próximos passos estão ações permanentes de fiscalização no Rio Parnaíba para identificar imóveis sem ligação à rede de esgoto. Também foram propostas campanhas para conscientizar a população sobre os impactos da falta de ligação ao esgoto e reforçar que a conexão é obrigatória. Acúmulo de lixo e proliferação de aguapés Rio Poti em Teresina Reprodução/TV Clube Além da baixa adesão de moradores à rede de esgoto, o MPF aponta como principais problemas o acúmulo de lixo, garrafas PET, sacolas plásticas e troncos nas margens do Rio Parnaíba. No Rio Poti, há proliferação de aguapés. Na reunião, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte (SDU Norte) apresentou fotos e vídeos de serviços feitos entre 1º e 22 de maio. As ações incluíram limpeza em áreas próximas a pontes, como a que liga os bairros Caminho e Aroeira, com apoio de equipes terceirizadas e embarcações. Apesar das ações, o procurador da República Kelston Pinheiro Lages e a promotora de Justiça Carmelina Maria Mendes de Moura, do MPPI defenderam que os serviços deixem de ser pontuais e passem a ocorrer de forma contínua. Segundo eles, a manutenção contínua é necessária para preservar os rios e evitar danos às pontes. Participaram da reunião representantes da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete), da Procuradoria-Geral do Município (PGM), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), da SDU Norte, da Águas de Teresina e da empresa D&J Serviços. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
