Pedro Sampaio e Ricky Martin levam representatividade, dança e música latina ao Maracanã e fazem história

Escrito em 28/09/2026
Erica Costa - Música 360


Artistas se uniram em performance no primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro, com direção coreográfica de Parris Goebel e mais de 50 bailarinos brasileiros


Ouça “PIKITO PIKITO”: https://songwhip.com/ricky-martin/pikito-pikito

O gramado do Maracanã foi palco, neste domingo (27), de um encontro que atravessou fronteiras, gerações e linguagens. Pedro Sampaio e Ricky Martin se uniram no show do intervalo do NFL Rio Game, em uma performance criada especialmente para o público presente e marcada pela força da música, da dança e da representatividade. A noite também foi marcada pelo lançamento de “PIKITO PIKITO”, que chegou às plataformas de música momentos após a apresentação.


A apresentação também entrou para a história como a primeira de um artista masculino brasileiro no Halftime Show de um jogo da NFL no Brasil. Para Pedro, o espetáculo representou ainda a expansão de uma trajetória que tem o funk, a dança e o universo pop como elementos centrais de sua carreira, agora traduzidos em uma produção de escala internacional.

“Esse momento representa muito para mim porque reúne coisas que fazem parte da minha história: o funk brasileiro, a dança, a cultura pop e essa vontade de levar a nossa música cada vez mais longe. Estar no Maracanã, ao lado do Ricky Martin e com uma equipe tão diversa de bailarinos, foi uma forma de mostrar a força da nossa cultura para um público global. É uma celebração da nossa identidade, mas também da capacidade que a música e a dança têm de conectar pessoas de diferentes lugares”, afirma Pedro Sampaio.

A direção coreográfica foi assinada por Parris Goebel, uma das principais referências da dança pop contemporânea mundial, conhecida por trabalhos com nomes como Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga e por ter dirigido grandes performances internacionais, incluindo o Super Bowl Halftime Show de Rihanna. A colaboração marcou a primeira vez que Parris Goebel coreografou um artista brasileiro; um encontro que conecta a linguagem global da dança pop à identidade artística de Pedro e à cena brasileira.

“Trabalhar com a Parris sempre foi um sonho. Ela tem uma linguagem muito própria e o talento incrível de transformar música em movimento. E trazer o funk brasileiro para uma produção desse tamanho e conectar isso com a dança pop e a cultura ballroom, foi muito especial. Queria que cada movimento tivesse a nossa identidade e, ao mesmo tempo, que a performance pudesse conversar com o mundo”, celebra Pedro.

DANÇA COMO LINGUAGEM E IDENTIDADE

Para construir a apresentação, Pedro reuniu mais de 50 bailarinos brasileiros, incluindo integrantes de seu próprio ballet e profissionais que trabalham com artistas como Anitta, Luísa Sonza, Ludmilla e outros. Foram mais de 60 horas de ensaios, coreografias inéditas e uma megaprodução para representar a dimensão e a diversidade da cultura latina.

A dança, que acompanha Pedro desde diferentes momentos de sua trajetória artística, ganhou protagonismo no espetáculo e foi utilizada não apenas como elemento coreográfico, mas como parte da narrativa. O encontro entre funk, pop, ballroom, samba e ritmos latinos transformou o gramado do Maracanã em um grande palco da cultura pop brasileira.

REPRESENTATIVIDADE

O encontro entre Pedro Sampaio e Ricky Martin também carregou um significado particular de representatividade. Dois artistas masculinos bissexuais dividiram o mesmo palco em um dos maiores eventos esportivos de alcance global, apresentando suas identidades de forma natural dentro de um espetáculo construído a partir da música e da dança.

A presença dos dois artistas amplia uma representação ainda pouco comum em grandes espaços da cultura pop e do entretenimento esportivo: homens bissexuais ocupando um palco de enorme visibilidade, sem que sua sexualidade seja dissociada de suas trajetórias artísticas.

Um dos momentos de maior destaque foi a performance de “SEQUÊNCIA CUNT”, que contou com oito dançarinas que representaram a cena ballroom brasileira, com movimentos do voguing - ritmo criado e protagonizado por pessoas LGBTQIAPN+. O grupo levou para um dos maiores palcos esportivos do mundo uma performance criada em espaços de expressão, pertencimento e resistência.

FUNK BRASILEIRO NO CENTRO DA NARRATIVA

Pedro Sampaio assinou a produção musical de todo o espetáculo, construindo uma narrativa sonora que partiu do funk brasileiro e percorreu diferentes territórios musicais.

O tamborzão apareceu em “SEQUÊNCIA FEITICEIRA”; o eletrônico ganhou espaço em “SEQUÊNCIA CUNT”; os ritmos latinos entraram em cena em “PIKITO PIKITO”, parceria inédita com Ricky Martin, que também cantou “Livin’ La Vida Loca”, um dos maiores sucessos da sua carreira de Ricky Martin e um marco na expansão da música latina para o mercado pop global. A performance contou ainda com a participação das Dallas Cowboys Cheerleaders, que entraram em cena no break de “JETSKI”, trazendo para o espetáculo um elemento tradicional das partidas de futebol americano. Juntos, fecharam a apresentação com samba e o hit “CAVALINHO”.

“Eu quis construir uma narrativa em que o funk , claro foi o fio condutor, mas pudesse conversar com diferentes gêneros, culturas e referências da música pop mundial. O tamborzão, o eletrônico, os ritmos latinos e o samba aparecem ao longo da apresentação, mas sempre partindo da nossa identidade. Para mim, essa é uma das grandes forças do funk: ele consegue atravessar fronteiras, se conectar com públicos diferentes e ganhar novos significados sem deixar de ser brasileiro”, conta Pedro.

UM ENCONTRO ENTRE GERAÇÕES

A parceria entre Pedro e Ricky também representou um encontro entre gerações e momentos distintos da música latina. De um lado, um artista carioca que vem levando o funk brasileiro a novos públicos e territórios; do outro, um dos nomes responsáveis por ampliar a presença da música latina no mercado global.

Em “PIKITO PIKITO”, os dois traduziram esse encontro para a música, combinando referências de pop, funk, reggaeton, mambo, salsa e samba. A faixa chegou às plataformas de música logo após a apresentação no Maracanã.

Fotos: Divulgação
Fonte: Assessoria de Imprensa

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