Pesquisas avançam com método que testa resistência do fungo que causa praga da mandioca O Laboratório de Proteção de Plantas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá iniciou, há cerca de um mês, um novo teste in vitro para tentar conter o avanço da praga da vassoura-de-bruxa. A iniciativa foi acelerada após a doença atingir as plantações da capital, Macapá. O objetivo principal dos cientistas é isolar o fungo causador da praga em ambiente controlado, cultivá-lo e aplicar produtos químicos e biológicos para testar a resistência da doença antes de testar diretamente nas lavouras de mandioca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Cuidados minuciosos no laboratório O trabalho de isolamento do fungo exige rigor nas etapas de higienização. As amostras passam por um processo detalhado de esterilização para evitar contaminações externas e garantir a precisão dos resultados. De acordo com a chefe-geral da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos, a instituição já vinha trabalhando em outras frentes de controle da praga. "Estamos trabalhando no teste de variedades com possível resistência à praga, testes com fungicidas, com produtos biológicos, mas mais recentemente nós estamos trabalhando no laboratório, no isolamento e cultivo do fungo em laboratório. Isso só foi possível devido ao avanço da praga que permitiu que a gente pudesse fazer esse trabalho aqui em Macapá." LEIA MAIS: Praga da vassoura-de-bruxa atinge 15 dos 16 municípios do Amapá, segundo Diagro Praga vassoura-de-bruxa é identificada em comunidades de Macapá e Santana Embrapa e indígenas se unem para conter praga que ameaça mandioca no Amapá Como funciona a técnica in vitro O método consiste em retirar o cabo (petíolo) da folha da mandioca infectada, submetê-lo a sequências de esterilização e isolá-lo em uma placa de vidro com água e substâncias químicas. Esse ambiente específico induz o fungo a se projetar para fora do tecido vegetal. A partir daí, a equipe acompanha o surgimento das primeiras colônias do microrganismo. Embrapa tenta 'isolar' fungo em laboratório após praga da vassoura-de-bruxa chegar a Macapá. Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica A analista de laboratório Adriana Bariane explica as próximas fases da pesquisa. "Vamos acompanhar o crescimento do fungo até termos várias colônias garantindo que temos o fungo no laboratório, em cultivo em meio sólido, em meio líquido para podermos depois fazermos os testes químicos, testes biológicos", disse. Previsão dos primeiros resultados Por se tratar de um fungo de crescimento lento, o ciclo de desenvolvimento em laboratório leva em média 40 dias. A expectativa do laboratório é apresentar um balanço parcial das pesquisas até dezembro. A equipe estuda também mapear pelo menos duas variedades de mandioca capazes de se desenvolver de forma produtiva mesmo na presença da doença. "Em dezembro nós já vamos ter os nossos primeiros resultados. Já tem variedades com um potencial para se desenvolver mesmo sendo afetada pela praga. Então nós esperamos que a gente vai ter aí pelo menos uma ou duas variedades que mesmo com a ocorrência da praga consigam se desenvolver", conclui Cristiane Ramos. Praga da mandioca atinge plantações no Amapá. Divulgação/Embrapa Avanço da praga no Amapá A praga vassoura-de-bruxa da mandioca está confirmada em 15 dos 16 municípios do Amapá. Os casos foram registrados pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). O único município onde ainda não houve registro é Vitória do Jari, a 306 km de Macapá. Para tentar frear o avanço da praga, uma comitiva de técnicos do Ministério da Agricultura esteve no estado em busca de soluções para conter a doença. VÍDEOS com as notícias do Amapá
Embrapa tenta 'isolar' fungo em laboratório após praga vassoura-de-bruxa avançar no AP
Escrito em 07/09/2026
Pesquisas avançam com método que testa resistência do fungo que causa praga da mandioca O Laboratório de Proteção de Plantas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá iniciou, há cerca de um mês, um novo teste in vitro para tentar conter o avanço da praga da vassoura-de-bruxa. A iniciativa foi acelerada após a doença atingir as plantações da capital, Macapá. O objetivo principal dos cientistas é isolar o fungo causador da praga em ambiente controlado, cultivá-lo e aplicar produtos químicos e biológicos para testar a resistência da doença antes de testar diretamente nas lavouras de mandioca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Cuidados minuciosos no laboratório O trabalho de isolamento do fungo exige rigor nas etapas de higienização. As amostras passam por um processo detalhado de esterilização para evitar contaminações externas e garantir a precisão dos resultados. De acordo com a chefe-geral da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos, a instituição já vinha trabalhando em outras frentes de controle da praga. "Estamos trabalhando no teste de variedades com possível resistência à praga, testes com fungicidas, com produtos biológicos, mas mais recentemente nós estamos trabalhando no laboratório, no isolamento e cultivo do fungo em laboratório. Isso só foi possível devido ao avanço da praga que permitiu que a gente pudesse fazer esse trabalho aqui em Macapá." LEIA MAIS: Praga da vassoura-de-bruxa atinge 15 dos 16 municípios do Amapá, segundo Diagro Praga vassoura-de-bruxa é identificada em comunidades de Macapá e Santana Embrapa e indígenas se unem para conter praga que ameaça mandioca no Amapá Como funciona a técnica in vitro O método consiste em retirar o cabo (petíolo) da folha da mandioca infectada, submetê-lo a sequências de esterilização e isolá-lo em uma placa de vidro com água e substâncias químicas. Esse ambiente específico induz o fungo a se projetar para fora do tecido vegetal. A partir daí, a equipe acompanha o surgimento das primeiras colônias do microrganismo. Embrapa tenta 'isolar' fungo em laboratório após praga da vassoura-de-bruxa chegar a Macapá. Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica A analista de laboratório Adriana Bariane explica as próximas fases da pesquisa. "Vamos acompanhar o crescimento do fungo até termos várias colônias garantindo que temos o fungo no laboratório, em cultivo em meio sólido, em meio líquido para podermos depois fazermos os testes químicos, testes biológicos", disse. Previsão dos primeiros resultados Por se tratar de um fungo de crescimento lento, o ciclo de desenvolvimento em laboratório leva em média 40 dias. A expectativa do laboratório é apresentar um balanço parcial das pesquisas até dezembro. A equipe estuda também mapear pelo menos duas variedades de mandioca capazes de se desenvolver de forma produtiva mesmo na presença da doença. "Em dezembro nós já vamos ter os nossos primeiros resultados. Já tem variedades com um potencial para se desenvolver mesmo sendo afetada pela praga. Então nós esperamos que a gente vai ter aí pelo menos uma ou duas variedades que mesmo com a ocorrência da praga consigam se desenvolver", conclui Cristiane Ramos. Praga da mandioca atinge plantações no Amapá. Divulgação/Embrapa Avanço da praga no Amapá A praga vassoura-de-bruxa da mandioca está confirmada em 15 dos 16 municípios do Amapá. Os casos foram registrados pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). O único município onde ainda não houve registro é Vitória do Jari, a 306 km de Macapá. Para tentar frear o avanço da praga, uma comitiva de técnicos do Ministério da Agricultura esteve no estado em busca de soluções para conter a doença. VÍDEOS com as notícias do Amapá