Família indígena com bebê cardiopata denuncia falta de assistência médica no AC A família de Auliano Olavo da Silva Jaminawa, de pouco mais de 1 ano, que nasceu com uma cardiopatia congênita em Assis Brasil, interior do Acre, luta pela vida da criança, que precisa utilizar uma cânula de traqueostomia e sonda. Ele chegou a fazer parte do tratamento em casa e voltou a ser internado nessa sexta-feira (1º). Conforme a mãe, Leda Barbosa Olavo Jaminawa, de 42 anos, o filho, passou praticamente toda a vida em hospitais. Devido à gravidade do caso, Auliano chegou a fazer uma cirurgia cardiovascular em dezembro do ano passado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Logo após o parto lá em Assis Brasil, eu já fiquei direto internada com ele, fizeram todos os exames e me falaram que ele tinha um problema no coração, imediatamente fui transferida para Rio Branco, e como piorou, viajamos para São Paulo. Meu bebê luta pela vida desde que nasceu", disse. Leda Barbosa Olavo Jaminawa disse que o filho passou praticamente toda a vida em hospitais Arquivo pessoal Após retornar ao Acre, o bebê foi transferido do Hospital da Criança para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde seguiu internado e teve alta hospitalar há três semanas. Contudo, devido à febre constante, Leda procurou atendimento médico na sexta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito. LEIA MAIS: Indígenas denunciam falta de assistência médica em aldeias no AC: 'Não sabemos mais o que fazer' Indígenas denunciam invasão de terras e uso de mata virgem para pasto no interior do Acre No AC, movimento indígena denuncia irregularidades em gestão de Dsei Ainda segundo a mãe do menino, após a alta, eles passaram a enfrentar problemas para manter o tratamento em casa, incluindo a falta de reposição de oxigênio e de insumos para alimentação por sonda. “Ele não pode ficar sem oxigênio. A gente ligou pedindo ajuda, mas não atenderam. Tive que chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para levar ele de volta”, relatou. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) que em nota, disse que o paciente passou por uma avaliação da equipe multiprofissional para receber alta e a família foi orientada sobre como cuidar e fazer demais manuseios dos equipamentos hospitalares. (Confira mais abaixo) Dificuldade A família chegou a passar pela Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), porém, devido a desentendimentos, optou por sair do local. Após a saída, eles alugaram uma casa no bairro da Base, onde vive com três dos sete filhos. Segundo ela, é o salário do marido, Alidão Barbosa da Silva Jaminawa, que é agente de proteção etnoambiental, que tem sustentado a família na capital. O esposo dela chegou a vir à capital para ajudar nos cuidados do bebê, contudo, precisou voltar para o trabalho em Assis Brasil. Leda explicou que, mesmo com o Bolsa Família recebido por dois dos sete filhos do casal, a situação financeira é complicada devido ao estado de saúde delicado do bebê e as incertezas quanto a saúde debilitada da criança. “Está muito difícil passar por isso aqui sozinha. Meu filho doente, aluguel e remédio, foi por isso que, pedi que ele [marido] viesse da aldeia com meus filhos para ajudar a cuidar do bebê", disse. Nota da Sesacre A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa que o paciente citado recebeu atendimento integral no âmbito da rede estadual, permanecendo internado no Hospital da Criança enquanto houve indicação clínica para cuidados hospitalares. Após evolução satisfatória do quadro e mediante avaliação da equipe multiprofissional, foi realizado o processo de desospitalização, com alta segura e todas as orientações necessárias à família quanto aos cuidados contínuos, incluindo manejo de traqueostomia e suporte domiciliar. A Sesacre esclarece que, conforme os fluxos estabelecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes com indicação de continuidade do cuidado em domicílio passam a ser acompanhados pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), por meio da equipe multiprofissional (EMAD), vinculada à gestão municipal de saúde, responsável pelo acompanhamento clínico, visitas periódicas e fornecimento de insumos necessários ao tratamento. Ressalta ainda que, em situações de vulnerabilidade social, o cuidado ao paciente ocorre de forma integrada entre os entes federativos e a rede de assistência social, visando assegurar o suporte adequado à família. Reveja os telejornais do Acre
Família indígena do AC luta pela vida de criança de 1 ano que tem cardiopatia e passou por cirurgia
Escrito em 03/05/2026
Família indígena com bebê cardiopata denuncia falta de assistência médica no AC A família de Auliano Olavo da Silva Jaminawa, de pouco mais de 1 ano, que nasceu com uma cardiopatia congênita em Assis Brasil, interior do Acre, luta pela vida da criança, que precisa utilizar uma cânula de traqueostomia e sonda. Ele chegou a fazer parte do tratamento em casa e voltou a ser internado nessa sexta-feira (1º). Conforme a mãe, Leda Barbosa Olavo Jaminawa, de 42 anos, o filho, passou praticamente toda a vida em hospitais. Devido à gravidade do caso, Auliano chegou a fazer uma cirurgia cardiovascular em dezembro do ano passado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Logo após o parto lá em Assis Brasil, eu já fiquei direto internada com ele, fizeram todos os exames e me falaram que ele tinha um problema no coração, imediatamente fui transferida para Rio Branco, e como piorou, viajamos para São Paulo. Meu bebê luta pela vida desde que nasceu", disse. Leda Barbosa Olavo Jaminawa disse que o filho passou praticamente toda a vida em hospitais Arquivo pessoal Após retornar ao Acre, o bebê foi transferido do Hospital da Criança para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde seguiu internado e teve alta hospitalar há três semanas. Contudo, devido à febre constante, Leda procurou atendimento médico na sexta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito. LEIA MAIS: Indígenas denunciam falta de assistência médica em aldeias no AC: 'Não sabemos mais o que fazer' Indígenas denunciam invasão de terras e uso de mata virgem para pasto no interior do Acre No AC, movimento indígena denuncia irregularidades em gestão de Dsei Ainda segundo a mãe do menino, após a alta, eles passaram a enfrentar problemas para manter o tratamento em casa, incluindo a falta de reposição de oxigênio e de insumos para alimentação por sonda. “Ele não pode ficar sem oxigênio. A gente ligou pedindo ajuda, mas não atenderam. Tive que chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para levar ele de volta”, relatou. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) que em nota, disse que o paciente passou por uma avaliação da equipe multiprofissional para receber alta e a família foi orientada sobre como cuidar e fazer demais manuseios dos equipamentos hospitalares. (Confira mais abaixo) Dificuldade A família chegou a passar pela Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), porém, devido a desentendimentos, optou por sair do local. Após a saída, eles alugaram uma casa no bairro da Base, onde vive com três dos sete filhos. Segundo ela, é o salário do marido, Alidão Barbosa da Silva Jaminawa, que é agente de proteção etnoambiental, que tem sustentado a família na capital. O esposo dela chegou a vir à capital para ajudar nos cuidados do bebê, contudo, precisou voltar para o trabalho em Assis Brasil. Leda explicou que, mesmo com o Bolsa Família recebido por dois dos sete filhos do casal, a situação financeira é complicada devido ao estado de saúde delicado do bebê e as incertezas quanto a saúde debilitada da criança. “Está muito difícil passar por isso aqui sozinha. Meu filho doente, aluguel e remédio, foi por isso que, pedi que ele [marido] viesse da aldeia com meus filhos para ajudar a cuidar do bebê", disse. Nota da Sesacre A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa que o paciente citado recebeu atendimento integral no âmbito da rede estadual, permanecendo internado no Hospital da Criança enquanto houve indicação clínica para cuidados hospitalares. Após evolução satisfatória do quadro e mediante avaliação da equipe multiprofissional, foi realizado o processo de desospitalização, com alta segura e todas as orientações necessárias à família quanto aos cuidados contínuos, incluindo manejo de traqueostomia e suporte domiciliar. A Sesacre esclarece que, conforme os fluxos estabelecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes com indicação de continuidade do cuidado em domicílio passam a ser acompanhados pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), por meio da equipe multiprofissional (EMAD), vinculada à gestão municipal de saúde, responsável pelo acompanhamento clínico, visitas periódicas e fornecimento de insumos necessários ao tratamento. Ressalta ainda que, em situações de vulnerabilidade social, o cuidado ao paciente ocorre de forma integrada entre os entes federativos e a rede de assistência social, visando assegurar o suporte adequado à família. Reveja os telejornais do Acre