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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Após derrota na Justiça, André Brasil admite incerteza sobre futuro

Há uma semana, André Brasil teve negada, pela Justiça alemã, a ação que impetrou contra o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) pela reclassificação funcional à qual foi submetido há dois anos e que o tornou inelegível para a natação paralímpica nas provas em que é especialista. A resposta sobre quais os próximos passos a serem dados é algo que o nadador 14 vezes medalhista em Paralimpíadas e outras 32 em Campeonatos Mundiais ainda busca.
“[Sobre recorrer] é algo que venho conversando com o advogado, mas preciso entender, amadurecer algumas ideias, tomar conhecimento de que já não será mais a forma como eu gostaria de encerrar [a carreira]. Tenho que conversar com meus terapeutas e psicólogos e assimilar esse momento de ansiedade e angústia. O tempo cura, mas ele urge. Nesse momento, ainda sou atleta profissional, mas se não vier a ser mais, como preciso me posicionar daqui para a frente? É um sentimento de que tomaram, digamos, uma decisão [sobre a carreira] sem minha prévia autorização”, disse André, à Agência Brasil.

A classificação funcional define a categoria do atleta no esporte adaptado. Na natação, as classes de 1 a 10 são voltadas a pessoas com deficiências físico-motoras. Quanto maior é o número, menor o grau de comprometimento. André fazia parte da classe S (do inglês swimming) 10. Ele teve poliomielite aos dois meses de vida, após reação à vacina, e sequelas na perna esquerda.

Em abril de 2019, antes de um torneio internacional em São Paulo, o nadador passou por uma reclassificação, após o IPC promover mudanças nas regras de avaliação, em 2018. As duas bancas de especialistas, que o analisaram dentro e fora da água, não o consideraram apto à S10 nos nados livre, costas e borboleta. Como não há uma categoria acima, André ficou inelegível nestas provas. A exceção é o peito, estilo em que o carioca de 36 anos ainda poderia lutar por vaga na Olimpíada de Tóquio (Japão), mas que nunca foi sua especialidade.

“A última vez que nadei oficialmente os 100 [metros nado] peito foi em Guadalajara [México, nos Jogos Parapan-Americanos], em 2011. Foi uma jornada de dez anos [desde então], com o corpo diferente e, principalmente, um nado em que, talvez, eu não venha a dar um resultado que me coloque na disputa para os Jogos. Por isso o meu posicionamento de que não tenho mais chance [de classificação pra Tóquio]”, argumentou.

Na ação, André teve apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Assinada pelo presidente Mizael Conrado, a nota da entidade afirma que a alteração nos critérios para classificação funcional “não foi pautado pela ciência e nem tampouco por pesquisa que pudesse retratar a equidade do esporte paralímpico”. A crítica faz coro a uma das reclamações do nadador, que recebeu três pontos (de cinco possíveis) na avaliação dentro da água, por causa de um movimento de tornozelo que, segundo ele, não condiz com a deficiência na perna esquerda.

Nas análises dentro e fora da água, o atleta acumula um máximo de 300 pontos, o que representa uma pessoa sem deficiência para locomoção. Para um nadador estar apto às provas paralímpicas, a soma máxima é de 285 pontos. André, na reclassificação de 2019, obteve um ponto a mais.
Fonte:Agência Brasil

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