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sexta-feira, 26 de março de 2021

Deia Cypri, mulher de Edson, fala da recuperação do cantor e desabafa: "Vivi um pesadelo"

Apresentadora comenta dias dramáticos com marido hospitalizado por Covid-19 e se emociona: "Vivo um mix de sentimentos entre perda e vitória" A apresentadora e influencer Deia Cypri, mulher do sertanejo Edson, da dupla com Hudson, busca momentos de maior tranquilidade após o “pesadelo”, como define o período em que o marido precisou ser internado por conta da Covid-19. De volta para casa, localizada na cidade de Indaiatuba (SP), desde 15 de março, o cantor, de 46 anos de idade, segue em tratamento.
“Ele faz fisioterapia pulmonar, afinal é um cantor de alta performance e precisa cuidar da voz. Com relação a ele, estamos mais seguros. Mas o medo existe. É uma doença que traumatiza. Vivo um mix de sentimentos entre perda e vitória. Inevitavelmente, a gente lembra da minha avó, a gente chora…”, afirma Deia, contando que a avó materna, de 88 anos, morreu em decorrência de complicações da Covid no início de março. Mãe de Bella, de 1 ano e 10 meses,

Deia fala que precisou se dividir entre os cuidados com a menina e as idas ao hospital. De acordo com ela, o período mais crítico foi o da piora do quadro clínico de Edson, antes da transferência do interior para um hospital da cidade de São Paulo. “Meu mundo caiu. Só conseguia passar coisa ruim na minha cabeça", afirmou a apresentadora, que chegou a se emocionar e foi às lágrimas durante a entrevista por videochamada com Quem.

Quem: Como encarou o período em que o Edson ficou hospitalizado?
Deia Cypri: Vivi um pesadelo. Agora está tudo bem, dentro desta atual normalidade. A gente está se adaptando. Antes, estávamos com o projeto Edson em Família, começamos a trabalhar mais com a publicidade e tivemos um resultado financeiro positivo. A gente mudou nosso ritmo de vida e estava tudo caminhando bem. De repente, meu barco virou e sinto que a gente se viu afogado. Você se refere à contaminação? Exato. Antes da contaminação, estava tudo indo, com a gente se cuidando. Perdi minha vó no meio disso tudo. Ela tinha 88 anos e estava saudável, feliz, comendo e bebendo com a gente na semana anterior. Com essa perda, parece que um pedaço de você foi arrancado. Era algo que ninguém estava esperando.

Paralelamente, o Edson foi piorando. A pandemia afeta muito o psicológico. Você tem medo, pânico, sensação de impotência... Você não sabe como vai reagir à doença, se terá sintomas leves ou não. Quando minha avó foi hospitalizada, o Edson também foi. Ele se mantinha em contato com os médicos e me avisou: "Mor, a vó tá mal". Naquele momento, meu mundo caiu. No dia que ela piorou, levei o Edson para o hospital. Havia esse medo, esse pavor... Ele disse que se sentia bem mas preferia ir ao hospital. Em um primeiro momento, era por uma questão de segurança. Ele estava com sintomas leves, mas se sentia bem, com saturação ok.

Como o Edson está?
É mais o fator psicológico mesmo que fica abalado mesmo. Fisicamente, ele está ótimo. Fala e conversa, mas fica um pouquinho cansado. Precisa reorganizar a energia ao sair do banho, subir escadas. Isso existe e realmente leva tempo. Mas acho que o pior mesmo é a cabeça. A saúde mental merece cuidado. É impressionante como a saúde mental do mundo está comprometida nessa quarentena. Abala completamente, mas agradeço demais as orações e o carinho. Não conseguia responder a todas as mensagens.

Hoje, não canso de agradecer. Percebi uma torcida muito grande. Não apenas de pessoas que me seguem, que são fãs do Edson os fãs da dupla Edson & Hudson. A torcida veio de pessoas é pela vitória, pela esperança. Enquanto Edson ficou hospitalizado, você teve uma rede de apoio nos cuidados com a Bella? A Bella estava muito acostumada comigo e com o Edson ao lado. De repente, ela se viu longe da gente. Minha avó era a mãe da minha mãe, então toda família estava se desdobrando. O Edson ficou duas semanas internado e eu indo e vindo do hospital para casa e de casa para o hospital. Dava comida, colocava a Bella para dormir... No que você se apegou? Teve medo de que pudesse acontecer o pior? Sou muito de Deus e estava confiante, acreditando na alta dele e de que daria tudo certo. Estava na contagem dos 14 dias que representam a fase inflamatória da doença. Achava que ele a saúde dele não iria piorar, mas ele me disse que não estava se sentindo bem, que tinha dormido mal... Aí, meu mundo caiu. Só conseguia passar coisa ruim na minha cabeça. Alastraram [os pensamentos ruins], afinal tinha pedido a minha avó há poucos dias e ficava pensando como aquilo tinha chegado naquele ponto. Passei a me preocupar com leito, UTI, bom hospital, equipe de referência. Me preocupava em conseguir resolver. Chamei meu pai, em quem confio muito, para ver como o Edson estava. Meu pai é clínico-geral e está na linha de frente desde o início da pandemia, atuando em hospitais públicos do interior de São Paulo. Deia Cypri procurou acomoanhar todo o tratamento do marido, o sertanejo Edson .
Deia Cypri procurou acompanhar todo o tratamento do marido, o sertanejo Edson , Salvar Ter um pai médico ajudou a te tranquilizar? Eu e o Edson confiamos muito no meu pai. Quando a situação do meu marido piorou, meu pai veio até mim e falou: "Vamos transferi-lo para São Paulo”. O Edson estava entregue. A vida dele estava entregue nas minhas mãos, ele estava confiando em mim. Quando ele teve a piora, eu tive que tomar as decisões e liguei ao meu pai para tomar as decisões com um olhar de especialista. Minha mãe ficou com a Bella. Liguei para o empresário da dupla Edson & Hudson e já comecei a buscar leito em UTI.

A situação era desesperadora e eu tinha que resolver. Deus mandou a Ludhmila Hajjar, intensivista, e conseguimos resolver a transferência. Passado o período de internação em São Paulo e da esperada alta hospitalar, como tem sido a rotina hoje? Em relação ao Edson, o tratamento continua. Ele faz fisioterapia pulmonar, afinal é um cantor de alta performance e precisa cuidar da voz. Na UTI, a voz dele ficou prejudicada, mas depois de dois dias [após sair da UTI] foi recuperando gradativamente e ele se cuida com a fisio. Com relação a ele, estamos mais seguros. Mas o medo existe.

É uma doença que traumatiza. Vivo um mix de sentimentos entre perda e vitória. Inevitavelmente, a gente lembra da minha avó, a gente chora… Depois que passou todo aquele desespero que eu tinha pela recuperação do Edson, a gente começa a viver o luto que não pudemos viver na época da perda da minha avó. Tem dias que acordo no meio da noite e choro. No grupo da família falamos que a vitória do Edson honrou a partida da nossa avó. A minha família é muito grudada e agora a gente está vivendo o baque. Quando eu contei para o Edson [do falecimento da minha avó, a gente se abraçou, chorou, ele ficou destruído, mas falei ‘Mor, fica firme. Vou velar a minha avó e já volto’. Os rituais de despedida na pandemia estão bem modificados, tornando tudo mais traumático para que quem perde pessoas queridas. Sua avó teve velório reduzido? Com certeza, foi um trauma o que eu passei. Vi a minha avó na hora que ela internou. Depois, na UTI, não pude mais vê-la. Não pude estar com ela. Vimos ela entrando no hospital. Na hora da despedida, não pude vê-la [chora].

Consegui reunir meu pai, minha mãe, meu tio e minha irmã para uma cerimônia em que a gente orou, foi uma cerimônia com músicas que ela gostava. Mesmo sem a chance de vê-la. A música Foi Deus, do Edson, foi tocada e mostrei para ele por meio de uma videochamada. Tive essa oportunidade de me despedir dela em uma pequena cerimônia, mas muita gente não tem nem essa chance. E como ficaram seus planos para 2021? Tenho muitos parceiros profissionais e eles foram tranquilos em respeitar esse momento. Sou muito ativa e acho que trabalhar vai me fazer bem. Eu e o Edson lançaremos uma marca de café.

Além dos meus parceiros de Instagram, eu e o Edson também temos uma empresa de energia solar. Na vida familiar, o aniversário da Bella de 1 ano seria uma festa maravilhosa para 300 pessoas, mas não rolou. E, neste ano, também ficaremos em casa. Eu, Bella e Edson. Estou trabalhando porque não consigo ficar parada e o trabalho faz com que a gente reaja.
Fonte:Quem

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