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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Criança aguarda há 3 meses que estado forneça canabidiol para tratamento de doença



Uma criança de 11 anos, em Feira de Santana, aguarda há 3 meses que o município ou o estado forneça um medicamento à base de canabidiol para o tratamento de sua epilepsia refratária. Segundo a mãe, apesar de uma decisão da Justiça obrigar o ato, a prefeitura feirense afirmou não poder arcar com os custos e o governo estadual ainda não teria se manifestado. As informações são do portal Acorda Cidade.

 Thayne Vitória, moradora do bairro Mangabeira, aos 11 meses de vida, começou a apresentar crises convulsivas e, mesmo com este problema de saúde, teve um bom desenvolvimento até os cinco anos de idade, quando foi diagnosticada com epilepsia.

 

Aos seis anos, ela teve seu primeiro internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após entrar em mal convulsivo e ficar dois meses hospitalizada. Aos nove, o seu quadro de saúde agravou muito e ela foi diagnosticada com epilepsia refratária.

 

Talita da Conceição Ribeiro, de 26 anos, mãe da menina, conta que, mesmo com os problemas de saúde, a filha se alimentava, andava, brincava e tinha um desenvolvimento considerado “normal”. Mas, em 2018, Thayne voltou a passar por um longo internamento e teve uma grande perda motora. “Hoje, ela respira através da ventilação mecânica, tem traqueostomia e se alimenta por sonda”, contou.

 

Talita relatou ainda que Thayne passou a usar o canabidiol em fevereiro desde ano, depois da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e os avanços no tratamento, de acordo com ela, foram enormes. Ela avalia que a filha teve uma resposta muito boa ao uso do medicamento, apresentou grande melhora na parte motora e inclusive voltou a sorrir.

 

Inicialmente, a família comprava o canabidiol, mas depois não teve mais condições. Talita, que tem mais dois filhos menores, fez rifas e alguns bicos de maquiadora para conseguir o dinheiro, além de vaquinha online. Ainda há uma ajuda financeira do pai, mas, ainda assim, o preço do medicamento é caro e um frasco de 30 ml, que dura apenas 8 dias, tem o custo de R$ 2,5 mil.

 

“Moramos em uma casa cedida por minha tia. Me viro fazendo alguns trabalhos de cabeleireira, maquiadora e me divido entre os cuidados com ela. Entrei com o processo na Justiça através da Defensoria Pública há três meses e o juiz decretou que o estado ou o município teriam que arcar com o medicamento. No final de setembro, o município informou que não poderia arcar com a medicação e eu deveria aguardar o estado. No entanto, até hoje, não tive resposta”, comentou Talita.

 

Enquanto estado não cumpre a decisão judicial, Talita teme que a filha piore o quadro de saúde sem o uso do canabidiol. Quando a família consegue arrecadar recursos, compra o medicamento que é importado pela FarmaUsa e atualmente demora 30 dias para chegar.

 

Com a pandemia da covid-19, a situação financeira apertou ainda mais a as doações da vaquinha e as vendas das rifas caíram bastante. Talita apela que o estado possa fornecer o medicamento e espera que a filha possa ter novos avanços em sua recuperação. Para contribuir com a arrecadação online, basta clicar aqui.

Fonte Bahia Noticias.
 

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